quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cordilheira's Loneliness

Desperado – Mr. Cash

Desperado, why don't you come to your senses?
You been out ridin' fences for so long now.
Oh, you're a hard one!!!
But I know that you've got your reasons.
These things that are pleasin' you,
Can hurt you somehow.

Desperado, oh, you ain't gettin' no younger:
Your pain and your hunger, they're drivin' you home.
And freedom, oh freedom…
Well, that's just some people talkin'
Your prison is walking,
Through this world… all alone!!!

Desperado, why don't you come to your senses?
Come down from your fences, and open the gate
It may be rainin', but there's a rainbow above you,
You better let somebody love you,
You better let somebody love you,
You better let somebody love you,
Before it's too late.

El Alto - Bolívia


Os bons jornalistas além de técnica devem ter sorte. Estar ali, no local certo na hora certa. Cada piscada é um click, uma imagem, uma notícia, um fato histórico. E nesse sentido, Cron sempre foi benevolente com este mero mortal. Em fevereiro de 1989, eu estava na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, “e lá tinha Revolução, enfrentei fortes bataias”, como na música do Pena Branca & Xavantinho, "Cuitelinho". Acho que peguei gosto pela coisa.

Santa Cruz de La Sierra - Bolívia


Dos en la ciudad – Señor Paez

Nos encontramos en la calle
Yo diría, casualidad...
Aún conservaba esa mirada,
ese garbo, ese swing, ese charme.
Venía super colocada
su sonrisa, sí, era algo especial
cuando me dio la cachetada,
puso las cosas en su lugar.
Luego me abrió su boca,
como la libertad!!!
Tomamos unas copas
y en el bar se echó a llorar.

El tiempo pasó,
fuimos ella y yo
dos en la ciudad.

Cordilheira dos Andes - Bolívia


Me preguntó cómo había sido,
cómo fué que elegí partir?
Si había tenido algunos hijos,
y si alguna vez fuí tan feliz?
Le pregunté si estaba sola?
Ella si que sabía fingir.
Que ingenuidad!!!
No era una boba,
era el mismo monte Sinaí.

Pasó, pasó,
pasó nuestro cuarto de hora.
Pasó, pasó,
pero aún sabíamos reir.
Se nos pasó,
la noche entre el whisky y la coca.
Se nos pasó...

La Paz - Bolívia


Cerca de la revolución – Señor Garcia

Por que no vienes hasta mí?
Porque no puedo amarte!!!
Por que no vienes hasta mí?
Porque cambias como el sol!!!
Por que eres tan distante?
Porque no cambias como el sol...

Cerca de la revolución,
el pueblo pide sangre!!!
Cerca de la revolución,
yo estoy cantando esta canción,
que alguna vez fue hambre.

La Paz - Bolívia

domingo, 13 de junho de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Cantante Cubano - Província de Sancti Spíritus/Trinidad.


Depois de um longo e tenebroso inverno sem postar nada, vou atualizar este espaço. No último post eu comentei que o “bispo da fotografia” Sérgio Ranalli estava por aqui, fazendo uma reportagem junto com a Marinha do Brasil, no Navio de Assistência Hospitalar Carlos Chagas, que atende as famílias ribeirinhas que vivem às margens do rio Madeira, trabalho jornalístico que pode ser conferido no endereço: http://www.foradefoco.blogger.com.br/. Depois do encontro aqui em Porto Velho/RO, eu tive que ir para Brasília/DF fazer um “freela”, combinei com o Ranalli que assim que eu chegasse, no dia 28/11, ligaria para ele. Depois de fazer a usual e pequena ponte-aérea BSB-PVH, meu ilustre amigo mineiro Eduardo foi me buscar no aeroporto. Ele estava com pressa, minha mala foi a última a ser entregue, essas coisas sempre acontecem nesses momentos. Aqui em Porto Velho/RO, entre os amigos, rola uma “rede de ajuda” interessante, como a maioria está longe de seus familiares, felizmente sempre tem um amigo disposto a te dar uma força. Confesso que da turma sou o amigo que dá mais trabalho, vivo “filando” comida na casa de todo mundo, tendo em vista que até hoje cozinho apenas miojo. Pobre amigo palmeirense, não sabia que menos de 24 horas depois passaria uma noite inteira em um hospital cuidando deste amigo corinthiano. E nessas horas é que sabemos quem são nossos amigos de verdade, independente de qualquer coisa.


Iglesia Parroquial de la Santísima Trinidad.


Tinha uma monografia do curso de Direito para elaborar, a qual, por motivos diversos, já estava sendo postergada em demasia para ser escrita. Não consegui falar com o Ranalli, o celular só tocava, e nada. Pensei, “afogou-se no Madeira, ou se perdeu entre os braços de uma guria e esqueceu do amigo”. Que seja. Fui comer uma comida japonesa com o nobre jornalista Benedito Teles e família. Comentei que estava sendo meio relapso com minha monografia, sempre achava uma desculpa para não sentar e escrever, mas que depois daquele dia, sim, eu ia me concentrar e escrever.



O celular toca, é o Ranalli avisando que está vivo, e dizendo que tem mais gente na área, a fotógrafa curitibana Luciana Dal Ri (capa da Revista Trip nº 180). Fizemos a “ronda noturna” pela cidade, que começou no minúsculo e apertado Informal, passando por outros bares, e terminando lá novamente. O voo da Luciana era às 03 da madrugada, aqui também tem uns voos com esses horários interessantes. Deixei o Ranalli no hotel, e combinei de levá-lo para comer um peixe assado na folha de bananeira no domingo.



Todavia, o que o Ranalli e nem eu esperava era que um traficante, beneficiado por uma liberdade provisória concedida por algum “emérito” juiz, furou o sinal vermelho em um cruzamento e acertou meu carro em cheio, que rodou mais de 360º graus. Claro, o marginal fugiu sem prestar qualquer tipo de apoio ou socorro. Bem, mais uma vez, tenho que chamar a “cavalaria de amigos” para me ajudar, na ocasião da colisão, lá vai o senhor Benedito Teles ter que sair do conforto da sua casa e apoiar o amigo. Na hora não senti dores, mas depois elas vieram. E na madrugada de domingo para segunda, lá vai meu amigo palmeirense de Ibiraci/MG me levar às pressas para o hospital. Tinha um amigo enfermeiro e nem sabia, sinceramente toda a atenção dispensada pelo camarada a esse marmanjo, que se contorcia na cama com dores, me comoveu. Acho que igual, só minha Mãe. Nada se rompeu, o baço estava inteiro, mas tudo afetou, duas semanas de gancho, tomando remédios e de repouso. Quem me conhece sabe que ficar duas semanas tomando remédio pra mim é torturante.


Palanque de los Congos Reales

As fotos de Cuba, bem são apenas para ilustrar a história contada acima. Todas foram tiradas em Trinidad, Cuba. Esse post é principalmente para agradecer a todos que estiveram do meu lado nesse momento difícil e que me apoiaram, bem como tiveram a paciência em me ajudar nos diversos favores que pedi nesse período de turbulência, como carro emprestado e afins, ao Benedito (meu caro, não sou mais aquele garoto de 15 anos que se perdia no carnaval de Ibaiti, e deixava até sua Mãe preocupada, mas ainda continuo dando trabalho, eu sei), Carol, Eduardo e Iza (que agora é a Mamãe do ano, mais um nenê da Beira), minha profunda e sincera gratidão por tudo isso, que é incomensurável, mas que espero retribuir. Também agradecer a uma guria, “uma guria que eu já conhecia”, que nesse momento se colocou do meu lado e tornou as coisas mais fáceis.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Rio Madeira... águas que guiam nosso destino.


A busca pela imagem perfeita. O desafio do equilíbrio das cores. Bem, nem sempre o fotógrafo logra êxito na captura de uma boa imagem. Todavia, é fácil alterar ou manipular uma foto atualmente. Não sou um “xiita das imagens”, mas normalmente não “passo” as fotos pelo Photoshop antes de publicá-las aqui. Em um passado recente, Roberto Capa pregava que as imagens deveriam ser captadas com lentes de 50mm, as quais tem a mesma capacidade do olho humano, principalmente em profundidade, e toda e qualquer manipulação da imagem era vista pelo fotógrafo húngaro como uma tentativa de deturpar a realidade, a materealidade da vida. Na busca incessante da proximidade da verdade, da imagem real, Capa morreu durante da Guerra da Indochina, em 1954, com as pernas dilaceradas, mas abraçado com sua câmera fotográfica.



“Dessa fronteira/ De nossa Pátria/ Rondônia trabalha febrilmente”


Essa frase do Hino de Rondônia define bem como é a garra do povo rondoniense, seja nascido aqui, ou seja “rondoniense de coração”. É um estado que não pára, que trabalha febrilmente pelo progresso do Brasil. A oportunidade de estar aqui na mesma época da construção das Usinas do Madeira é uma experiência inenarrável.


Um pequeno exemplar do limão rondoniense...


O telefone toca. O DDD é de Londrina/PR. Na hora penso, “algum amigo brigou com a namorada... e lá vem papo de sempre”. Bem, era o ilustre fotógrafo Sérgio Ranalli, um dos bispos da fotografia brasileira, avisando que em 20 minutos chegaria em Porto Velho/RO, e pra completar, chegaria de barco da Marinha do Brasil. É sempre muito bom receber amigos por aqui. Recentemente, estive em Londrix, e eu e Ranalli saímos para tomar algumas e outras, lembrar de histórias do passado e rir das oportunidades do futuro. Lá pelas tantas, o Ranalli, que sempre foi bem mais criativo, e cheio desses papos de poesia, soltou uma, que em um guardanapo de papel eu anotei. É uma definição aproximada, não literal, e não-autorizada, do que seria a fotografia para um fotógrafo, vai lá:


Trilhas do passado... trilhas do futuro... trilhas incertas...


Recorte de você. (Ranalli - Dick)


“A fotografia é como se fosse

Pequenos pedaços de papel,

pequenos recortes.

A máquina fotográfica é como se fosse um tesoura,

Que o fotógrafo usa para recortar

Pedaços da realidade,

Pedaços do tempo,

Pedaços da vida...


Recortamos com a fotografia

Nosso mundo...

Seu mundo...

Recortamos a vida...


Mas esses recortes

Acaba sendo um recorte

Do próprio fotógrafo.


Daquilo que vivemos....

Daquilo que amamos...

Daquilo que somos”


Gato de estimação...

This is for u: Paula Z. n´ Mate. My last jungle pet, a little cat called "Rebeca". See you as soon as posible, I promise.



domingo, 4 de outubro de 2009

Trinidad - CUBA

No Sleep Till Trinidad/CUBA

Chegamos no Aeroporto Internacional José Martí de madrugada, no desembarque fomos recepcionados por três simpáticos cocker spaniel, que não estavam ali de brincadeira não, mas atentamente em busca de algum passageiro que portasse qualquer tipo de substância entorpecente. A vigilância sanitária cubana insistia em saber se tínhamos vindo do sul do Brasil, em decorrência da gripe suína, que na época, atingia principalmente os estados dessa região do País. Depois de algum trabalho, consegui explicar que Porto Velho e Manaus não estavam localizadas na região sul do Brasil. Eu não tinha feito reserva de hotel, tinha planejado ficar em uma “casa particular”, onde um amigo já estava há alguns dias, mas por razões diversas, naquele momento eu não achava o endereço do local, e era necessário preencher uma ficha com a localização exata de onde o estrangeiro ficaria na ilha. Disfarçadamente abri meu guia “Lonely Planet” e peguei qualquer endereço e preenchi a bendita ficha. Na saída, o estrangeiro leva uma “recomendação”, que deveria ser entregue ao responsável pela “casa particular” ou pelo hotel, que avisa que a pessoa vem de uma região onde havia epidemia de gripe suína, e no menor sinal da doença ela deveria ser encaminha ao hospital mais próximo.